Bolsonaro' diz que valor de auxílio foi decidido com responsabilidade | F5 News - Sergipe Atualizado

Bolsonaro' diz que valor de auxílio foi decidido com responsabilidade
Ao lado de Guedes, presidente afirma que governo não fará "aventura"
Economia | Por Agência Brasil 22/10/2021 17h38 |


Em pronunciamento ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro argumentou que o agravamento da inflação, em decorrência da pandemia, piorou a condição de vida das pessoas mais pobres e, por isso, o governo decidiu aumentar o valor do programa Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família.

"Agravou-se a questão da inflação chegando aos dois dígitos. Isso não é exclusivo do Brasil, o mundo todo vive esse problema, como o Reino Unido, por exemplo, a Europa quase como um todo. Acompanhamos o aumento de preço nos Estados Unidos. E o Brasil é um dos países que, na economia, é um dos que menos está sofrendo", destacou o presidente em discurso na sede do Ministério da Economia, na tarde de hoje (22).

"Agora, contudo, tem uma massa de pessoas que são os mais necessitados. Hoje em dia, em torno de 16 milhões de pessoas, que estão no Bolsa Família, cujo ticket médio está na casa dos R$ 192. E a gente vê esse valor completamente insuficiente para o mínimo. Assim sendo, com responsabilidade, vínhamos estudando há meses essa questão, onde chegou-se a um valor. Deixo muito claro a todos os senhores: esse valor, decidido por nós, tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura. Não queremos colocar em risco nada no tocante à economia", acrescentou.

Guedes e Bolsonaro fizeram um pronunciamento à imprensa, após a repercussão negativa do reajuste no programa, que vai demandar recursos extras além do que permite a regra do teto de gastos. De acordo com o governo federal, o Auxílio Brasil começará a ser pago em novembro com um valor mínimo médio de R$ 400 por família, até o final do ano que vem. Desse valor, R$ 100 correspondem ao aporte extra fora do teto.   

Desde que foi anunciado, o reajuste do programa, que exigirá R$ 30 bilhões em recursos extras que excedem o limite fiscal, causou atritos dentro da área econômica do governo e gerou críticas de setores econômicos como o mercado financeiro.

Ontem (21), o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos. Recentemente, Funchal e Bittencourt haviam se manifestado contrários a quaisquer medidas que flexibilizem o teto federal de gastos, seja para renovar o auxílio emergencial, seja para ampliar o Bolsa Família e criar o Auxílio Brasil.

A crise política repercutiu negativamente nos negócios da Bolsa de Valores (B3), que chegaram a registrar queda de 4% pela manhã, mas melhorou durante a tarde. Já o dólar comercial chegou a bater em R$ 5,73, caindo depois para R$ 5,65 ao longo da tarde.     

Notícias em Sergipe
Mais Notícias de Economia
Tomaz Silva/Agência Brasil
31/12/2025 14h38 Lotéricas ficam cheias em dia de sorteio da Mega da Virada
Freepik
31/12/2025 09h40 China aplicará tarifa de 55% sobre a carne brasileira a partir de 1° de Janeiro
Joédson Alves/ Agência Brasil
31/12/2025 07h36 Reajuste dos servidores terá impacto de R$ 25,4 bilhões em 2026
Freepik/Ilustrativo
30/12/2025 16h56 Estoque da dívida pública federal chega a R$ 8,48 trilhões em novembro
Joédson Alves Agbra
30/12/2025 14h30 Nova lei corta benefícios fiscais e aumenta taxação de bets
F5 News Copyright © 2010-2026 F5 News - Sergipe Atualizado