Mercado informal dispara e representa 53% da população ocupada em Sergipe | F5 News - Sergipe Atualizado

Mercado informal dispara e representa 53% da população ocupada em Sergipe
Estado tem 8ª maior taxa de informalidade do país; conheça esses trabalhadores
Economia | Por Laís de Melo 20/10/2021 06h00 |


Sergipe é o oitavo Estado do país com a maior taxa de informalidade, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o famoso “se virando como pode para sobreviver”, que foi potencializado durante a pandemia da covid-19. 

Quando se olha para o grupo de trabalhadores por conta própria, segundo o IBGE, Sergipe possui um total de 252 mil nesta condição, o que representa um percentual de 29,3%, um índice maior do que a média no Brasil, que é de 28,3%. 

Ainda conforme a pesquisa, no 2º trimestre de 2021, 53,1% da população sergipana ocupada atuava de maneira informal. A aracajuana Grace Kelly dos Santos faz parte desse grupo. Ela conta que ficou desempregada há pouco tempo, no entanto, precisou se virar já que tem filho, e a forma mais urgente que conseguiu para ter dinheiro foi vendendo água mineral no centro de Aracaju.

“Eu estou procurando um emprego fixo, com carteira assinada. Mas, está difícil. Então enquanto isso não acontece, eu vou me virando como posso”, disse a trabalhadora. 

Alguns passos à frente, a reportagem do F5News se deparou com Remirio Farias, vendedor informal de roupas. Ele conta que atua no ramo há cerca de dois anos e ainda não pensa em formalizar o próprio negócio. Sem muito estudo, Remirio demonstrou não entender as vantagens de ter um CNPJ. 

“Eu já pensei em abrir um MEI, mas, por enquanto vou levando assim, como posso. Já faz dois anos que vendo roupa. Comecei antes da pandemia. Na pandemia fiquei parado, sem conseguir vender, imagine se tivesse que prestar contas?”, questionou, preocupado. 

Assim como Remirio, há trabalhadores informais na região do centro que estão sob esta condição há mais de 20 anos e não pensam em se formalizar. Como é o caso do senhor Francisco Ferreira, vendedor de artigos como chapéus e cintos. “Trabalho aqui há uns 30 anos. É minha única fonte de renda, sustento minha família. Dependo do movimento no comércio”, conta Francisco. 

Questionado se ele já pensou em ter um CNPJ, Francisco disse que sim, mas não chegou a formalizar.

Conforme os dados da pesquisa, no segundo trimestre deste ano a taxa de desocupação ou desemprego em Sergipe, de 19,1%, apresentou uma estabilidade quando comparada ao 1º trimestre de 2021. No entanto, apesar de estável, o estado segue com a 3ª maior taxa de desocupação do país, ficando atrás apenas de Pernambuco (21,6%) e Bahia (19,7%).

 

Edição de texto: Will Rodriguez
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