Eliane Aquino: situação de Aracaju é mais difícil do que esperávamos | F5 News - Sergipe Atualizado

Eliane Aquino: situação de Aracaju é mais difícil do que esperávamos
Política 17/03/2017 10h22 - Atualizado em 17/03/2017 11h27 |


Por Will Rodriguez

Aracaju esperou mais de um século e meio para ter uma mulher como vice-prefeita. No mês passado, Eliane Aquino (PT) chegou a ocupar o posto de chefe do Executivo por dez dias. Neste dia em que a capital celebra seu 162º aniversário, a viúva do ex-prefeito Marcelo Déda revela, em entrevista ao F5 News, que tocar a administração da capital sergipana tem sido uma tarefa mais difícil do que imaginava.

A vice-prefeita, que está em seu primeiro cargo eletivo, diz que os gargalos deixados pela gestão que antecedeu Edvaldo Nogueira (PCdoB) não eram uma surpresa, mas o desafio tem sido colocar as coisas em ordem, sem deixar de caminhar. “Estamos enfrentando algo que sabíamos que seria difícil, mas está sendo mais difícil do que nós esperávamos. Porém, todo mundo está com muita garra, comprometido em diminuir as despesas para pagar as dívidas, mas sem parar o trabalho e não deixar que a falta de recursos paralise o Município”, diz.

Com menos de três meses, a gestão de Edvaldo Nogueira já enfrentou uma greve dos servidores da saúde, entre eles os médicos, que estão há quase dois meses de braços cruzados, em função do parcelamento do salário de dezembro em 12 vezes, além dos problemas com a coleta de lixo, que foram parar na Justiça. Apesar das dificuldades, Eliane enxerga a criatividade da equipe como aliada.

“Esse evento no bairro 17 de Março é um exemplo. A gente prepara uma atividade com a comunidade, procura parceiros que nos ajudem a desenvolver o trabalho e juntos vamos construindo uma gestão melhor para todo mundo. Quero acreditar que no ano que vem será muito melhor”, afirma Aquino.

Ao assumir o cargo, tanto o prefeito quanto a vice apontavam a saúde como prioridade da administração no primeiro trimestre. Prestes a completar os 100 dias de gestão, Eliane Aquino ainda não se considera satisfeita.

“Não está na qualidade que queremos, mas falo com segurança que estamos trabalhando para isso. A equipe da Secretaria da Saúde está tentando ao máximo arrumar as questões. A greve (dos médicos) nos entristece porque quem perde não é a Prefeitura, o Sindicato ou os médicos, mas a população, e naquilo que ela tem de mais importante na vida, a saúde”, observa Eliane, que acumula a gestão da Secretaria de Assistência Social.

Quando questionada sobre qual presente desejaria entregar a Aracaju em seu aniversário, a resposta da vice-prefeita é Educação que, para ela, seria a alternativa para melhorar a qualidade de vida dos aracajuanos. “A falta da educação atrapalha todo um ciclo de vida. Só com ela a gente vai conseguir transformar as nossas comunidades”, conclui Aquino. 

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