Edvaldo sobre crise do lixo: “Vamos resolver. Sabemos que há problemas” | F5 News - Sergipe Atualizado

Edvaldo sobre crise do lixo: “Vamos resolver. Sabemos que há problemas”
Política 25/03/2017 09h03 - Atualizado em 25/03/2017 09h51 |


Por Will Rodriguez

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) comentou pela primeira vez, na noite desta sexta-feira (24), os desdobramentos da última semana em torno da crise do lixo que Aracaju atravessa. Os problemas com as empresas responsáveis pelos serviços de limpeza pública da capital, que já tinham ido parar na Justiça, viraram caso de polícia e ganharam um novo capítulo após a deflagração da operação Babel, da Polícia Civil, para apurar indícios de superfaturamento e fraude nos contratos firmados entre a Prefeitura e a empresa Torre, na gestão anterior do comunista.

Por meio de sua conta no twitter, Edvaldo declarou que está acompanhando a questão e prometeu encontrar uma solução.


                                                                                                     Foto: reprodução twitter

Na última terça-feira (21), policiais do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) deflagraram a operação Babel para cumprir 13 mandados de busca e apreensão nas sedes da Emsurb e da Torre. No dia seguinte, o presidente da Emsurb, Mendonça Prado, reagiu à operação denunciando a delegada Danielle Garcia, coordenadora do Deotap, por abuso de autoridade, e disse que vai processá-la.

Nessa sexta, pelo twitter, Edvaldo saiu em defesa de Mendonça Prado e agradeceu pela sua “lealdade, coragem e destemor”. “Muito obrigado pelo seu trabalho e esforço na reconstrução de Aracaju”, postou o prefeito.

O Deotap está com dois inquéritos em andamentos. O primeiro, aberto em setembro do ano passado, apura uma denúncia da Cavo (atual empresa de coleta) sobre uma suposta fraude na medição do lixo coletado entre agosto de 2013 e fevereiro de 2016. De acordo com a denúncia, a Torre – então responsável pela coleta - teria recebido pela coleta de lixo domiciliar no lugar de entulho, o que fez o valor mensal do contrato saltar de R$ 1,8 milhão para cerca de R$ 3 milhões.

O segundo inquérito, instaurado no mês de outubro de 2016, é fruto de uma denúncia que a própria Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) fez ao Ministério Público, em agosto do ano passado [durante a gestão João Alves], referente a suspeita de sobrepreço no contrato celebrado entre a PMA e a Torre, em 2010, quando Edvaldo era prefeito, cuja validade se estendeu até março de 2016. O relatório da empresa municipal aponta um superfaturamento superior a 100%.

Em nota, a Torre afirmou ter estranhado a operação da Polícia Civil e disse que após a investigação ficará comprovada a legalidade dos contratos firmados entre a empresa e a administração indireta da capital.

Já a administração municipal ainda não se manifestou a respeito das denúncias.

Foto: Janaína Santos/PMA

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