Audiência pública discute o fechamento da Fafen em Sergipe | F5 News - Sergipe Atualizado

Audiência pública discute o fechamento da Fafen em Sergipe
Política 23/03/2018 12h40 - Atualizado em 23/03/2018 14h36 |


Por Fernanda Araujo

Com o objetivo de buscar soluções para impedir o fechamento da Fábrica de Fertilizantes no município sergipano de Laranjeiras, anunciado pela Petrobras, trabalhadores, representantes sindicais e parlamentares participam, nesta sexta-feira (23), de uma audiência pública na Assembleia Legislativa (Alese). O encerramento da atividade está previsto para ocorrer até o mês de junho.

A medida, para algumas entidades de classe, deve desestabilizar a cadeia produtiva sergipana em médio prazo. O diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro AL/SE), Bruno Dantas, entende que a atitude é de caráter político para “atender os interesses de empresas de fertilizantes multinacionais”. Para ele, a saída para a unidade ser mantida é a retomada de investimentos por parte da Petrobras e do monopólio estatal do petróleo.

“A quebra do monopólio nos anos 90 gerou uma empresa voltada única exclusivamente para os acionistas estrangeiros e não mais para a política de soberania nacional, soberania energética e segurança alimentar. A Fafen é extremamente estratégica para a segurança alimentar no nosso país - 85% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados, então, com o fechamento da Fafen, vamos ficar muito mais dependentes dos estrangeiros”, analisa.

O Sindipetro aponta que, ao todo, são 750 empregos diretos na Fafen e cerca de 4 a 5 mil indiretos envolvidos no processo. De acordo com o diretor sindical, a companhia precisa melhorar a atividade na unidade. “De 2014 a 2017 o preço do gás natural aumentou em 120%, e o fornecedor é a própria Petrobras. A Fafen precisa atender realmente aos interesses da população e não dos acionistas”, ressalta Dantas.

Na próxima segunda-feira (26), está prevista uma reunião com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e na terça (27) com a bancada federal, o governador Jackson Barreto e o presidente Michel Temer.

Os trabalhadores também devem se reunir no dia 26, a partir das 18h na sede do Sindipetro, para elaborar um calendário de mobilização. “Queremos envolver toda a população do Vale do Cotinguiba, os trabalhadores diretos e terceirizados. É importante que assumam o controle da empresa. Se fechar a Fafen, em três meses aquela planta industrial, por ser uma planta química, vai ficar deteriorada e se tornar sucata, não podemos aceitar isso”, afirma Bruno.

A Petrobras, por meio de nota, disse que anunciou, em 2016, que iria sair integralmente do setor de fertilizantes. A companhia realizou uma reunião nessa terça-feira (20) com os empregados anunciando a decisão sobre a hibernação da Fafen-SE e informou que buscará oportunidades de realocação profissional para os empregados em outras unidades da Petrobras.

"Cabe ressaltar que a decisão de encerrar as atividades produtivas da fábrica se deve às perspectivas de perdas da Petrobras com esta operação. Em 2017, a Fafen-SE apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões", argumentou a estatal. 

Foto: Alese

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